Terça-feira, 13 de Maio de 2008

Alerta urgente de oração pela China



CHINA - Cerca de 80% dos prédios da região autônoma de Beichuan Qiang, no sudoeste da província de Sichuan, desabaram após um terremoto de magnitude de 7,8 pontos na escala Richter. Há uma cifra incontável de vítimas presas sob os escombros de concreto, pedra e terra, no pior terremoto em três décadas já registrado no país. Esse é um alerta de oração por elas.

(Fonte: Portas Abertas) - De acordo com a central de Defesa Civil da região as estimativas estão entre 5 mil e 10 mil mortos além dos feridos apenas nessa região. Oito escolas em pleno horário das aulas foram derrubadas e deixaram crianças presas nos escombros. Novecentos adolescentes foram soterrados na cidade de Dujianyan. Indústrias químicas e pelo menos um hospital também foram destruídos.

O terremoto começou às 14h28 de segunda-feira (12/05), horário local (3h28 no horário de Brasília). Sete minutos depois, um novo tremor de menor intensidade - 3,9 pontos na escala Richter - foi registrado em Pequim. Várias cidades da região centro-leste do país foram atingidas por terremotos. Os tremores também foram sentidos em países vizinhos, como Tailândia, Vietnã e Paquistão.

Sichuan é a região onde recentemente foram intensificados os movimentos de repressão aos cristãos, incluindo a prisão de mulheres e líderes de igrejas domésticas. Segundo o governo chinês, também há registros de vítimas nas províncias de Gansu, Chongqing e Yunnan.

Nota: Como é triste constatar os efeitos do pecado neste mundo hostil. O sofrimento está presente em suas diversas formas, mas a causa tem sido a mesma - o pecado.

A Bíblia diz que a natureza geme e aguarda com expectação o dia da sua redenção.

Peço aos leitores deste Blog que orem neste momento
pela condição deplorável dos sobreviventes da China, mas não esqueçamos de orar para que Jesus volte logo e ponha fim no sofrimento humano.

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Quarta-feira, 30 de Abril de 2008

Chegou a Newsletter da Rede Adventista

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Humor: Fingimento na Igreja

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Terça-feira, 29 de Abril de 2008

Ciência : Síndrome de Jerusalém - doença ataca turistas que visitam a Terra Santa

Uma visita a Jerusalém costuma provocar fortes emoções até nos mais incrédulos. A cidade transpira história, política, fé, formando um caldo de cultura que nenhuma outra no mundo concentra. Mas, para alguns turistas, esse impacto é tão forte que eles desenvolvem uma condição psiquiátrica chamada síndrome de Jerusalém e passam a acreditar que são um personagem bíblico.

De repente, a pessoa se afasta do grupo de excursão, começa a vagar sozinha, veste uma túnica e inicia uma pregação. O que parece brincadeira tem sido levado cada vez mais a sério pela polícia de Israel, que, em dezembro de 2007, destacou uma divisão especial só para lidar com as vítimas dessa doença. Atualmente, são internadas cerca de 40 pessoas por ano no hospital psiquiátrico da cidade. E as autoridades sinalizam que esse número tem crescido a cada ano.

A síndrome de Jerusalém foi identificada clinicamente pelo médico Yair Bar El, do Hospital Psiquiátrico Kfar Shaul, para onde vão todos os turistas com problemas psicológicos da cidade. Ele estudou 470 indivíduos tratados no centro médico entre 1979 e 1993 com sintomas característicos da doença.

A pesquisa rendeu uma série de conclusões, estabeleceu os estágios do distúrbio e apontou quem é mais suscetível a desenvolvê-lo. Umas das constatações é que, normalmente, a síndrome começa a se desenhar no segundo dia de viagem. E só é possível “barrá-la” até o estágio em que a pessoa tenta se afastar do grupo. Se ela se veste com lençóis, só a internação consegue detê-la. Os guias turísticos da cidade já estão treinados para alertar as autoridades sobre qualquer alteração.

Os cristãos de denominações protestantes são os mais suscetíveis a desenvolver a doença. Segundo Bar El, isso acontece porque, diferentemente de católicos e judeus, que têm tradições e rituais rígidos e um mediador, como o padre ou o rabino, os evangélicos mantêm uma relação direta com Deus. “Se fortes agentes externos causadores de stress (como a visita a locais sagrados) são confrontados com agentes internos (como a fantasia) e, ainda por cima, a pessoa é vulnerável, isso desencadeia a crise”, analisa a psicoterapeuta Eni Peniche, do Rio de Janeiro.

O tratamento para o distúrbio costuma ser simples. A primeira precaução, repassada aos policiais que abordam as vítimas pelas ruas, é não contrariá-las nem tentar chamá-las à realidade. Ou seja, é melhor elas continuarem pensando que são Maria Madalena, Davi ou João Batista, por exemplo. Podem ser ministrados tranquilizantes para amenizar o epicentro da crise. Em seguida, a conduta é tirar o paciente da cidade e levá-lo de volta à sua casa. O distúrbio costuma durar uma semana. Quem passou por isso descreve a experiência como uma sensação de desorientação ou intoxicação e lembram-se com detalhes do que aconteceu.

Não há relatos no Brasil de vítimas da doença. Há pouquíssimos especialistas no mundo em síndrome de Jerusalém e todos acreditam que ela é um tipo de psicose. Segundo eles, não é a Cidade Santa que causa todos esses efeitos. Ela é apenas um catalisador de reações intensas que alguns indivíduos estão predispostos a desenvolver por causa da formação religiosa. Também há controvérsias quanto a classificar a síndrome como uma doença, principalmente por conta da escassez de estudos. Mas ninguém contesta a existência, cada vez maior, de personagens bíblicos perambulando entre o Muro das Lamentações, a Via Dolorosa ou o Santo Sepulcro.


(Fonte: ADIBERJ/O VERBO)

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Quarta-feira, 23 de Abril de 2008

Medo

Sem sombra de dúvida, vivemos num mundo de medo. De acordo com o psiquiatra James Reich, no "Jornal de Notícias e Enfermidades Mentais", nos Estados Unidos 3% da população sofrem de pânico, 6% de agorafobia (medo de lugares públicos e grandes espaços abertos), 3% de ansiedade generalizada, mais de 2%de fobias simples, e perto de 2% de fobias sociais. Mais de 13 milhões de pessoas são afetadas.

Donald Mederros declarou em seu livro "Crianças Sob Estresse", que 25% das crianças disseram ter medo de serem feridas quando saem de casa, e que 60% das crianças entre os sete e onze anos de idade declararam ter medo de que alguém invada suas casas e as machuque. Numa pesquisa recente, a publicação "Psicologia Hoje" fez uma pesquisa com seus leitores e descobriu que o maior medo era o da morte, depois vinha o temor de uma doença grave e por último as preocupações financeiras.

Denis Waitley, em seu livro "Sementes de Grandeza", fala a respeito de um estudo feito pela Universidade de Michigan que trata do relacionamento entre o medo e a realidade.

O estudo concluiu que 60% de todos os nossos medos são totalmente injustificáveis, porque nunca se concretizam. 20% dos nossos temores estão além do nosso controle.10% de todos os nossos medos são tão insignificantes que não fazem a menor diferença. Dos restantes10%, somente de 4% a 5% são reais ou justificados.

Real ou imaginário, o medo atormenta a todas as pessoas. O medo é uma realidade.

Ele remete a Adão, quando este disse: "Ouvi a Tua voz no jardim e tive medo..." (Gênesis 3:10).

Agora pense: Os bebês nascem com apenas dois medos básicos: o medo de ruídos altos e o medo de cair. Então, se nós temos apenas dois medos quando nascemos, isto quer dizer que podemos desaprender todos os outros medos.

Basta confiar!


"Busquei o Senhor e Ele me respondeu; livrou-me de todos os meus temores."

(Salmos 34:4).

"Porque Deus não nos deu o espírito de temor..." (II Timóteo 1:7).

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Dados Biográficos de Jesus



Nome: Emanuel (Deus conosco) - Mat 1:23
Filiação: Filho de DEUS - Mat 16:16
Origem: Divina - Jo 1:1
Existência: Eterna - Jo 8:56-58
Carater: Manso e Humilde - Mat 11:29
Autoridade: Todo Poderoso - Mat 28:18
Arma: Amor - Jo 15:13
Limite: Impossível - Jo 9:33
História: Bíblia Sagrada - Hb 10:7 Sl 40:7
Característica: Santidade - Lc 1:35 1Pe 1:16
Discurso: Evangelho - Mc 1:15
Talento: Sobrenatural - Jo 11:37
Povo: Igreja - Mat 16:18
Missão: Buscar e salvar os perdidos - Lc 19:10
Meta: Alcançar o mundo com o evangelho - Mat 28:19
Conduta: Obediência - Jo 8:29 Fl 2:8
Especialidade: Salvar, Curar e Batizar - Mc 16:16-18
Promessa: Vida eterna - Jo 5:24 Jo 3:16
Natureza: Divina e humana - Jo 1:14 1Jo 1:1-2
Personalidade: Espiritual - Cl 1:15 Hb 1:2-6
Força: Oração - Mat 26:38-39 Lc 22:40-43
Ofício: Profeta - Hb 1:1-2 Lc 7:16 Jo 6:14 / Sacerdote - Hb 4:14 5:6 / Rei - 1Tm 6:15 Jo 19:19
Grande Mandamento: Amor Jo 13:34

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Humor: Evangelização Descontextualizada

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Por Que Choramos Pela Isabella

Nestes últimos dias, o país mergulhou num clima de comoção, seguido de luto, apreensão, revolta e indignação popular. No centro de tudo isso, o assassinato de Isabella Nardoni, uma criança de apenas cinco anos de idade.

Sem reduzir em nada o peso da tragédia que se abateu sobre várias famílias, causando essa comoção nacional, é preciso suscitar e responder algumas perguntas que têm que ver diretamente com essa forma de reação do povo ao crime brutal – quase sem paralelos no Brasil de hoje.

É verdade que “A morte de uma criança nos fere a todos; é como se, ao mesmo tempo, alguém nos arrancasse um pedaço de nosso próprio futuro e destruísse a fantasia nostálgica da infância, que sempre cultivamos, mesmo que o primeiro período de nossa vida tenha sido infeliz”. [1]

Todos vemos nesta criança linda e meiga crainça, que teve a vida ceifada prematuramente, uma filha, uma sobrinha, prima ou neta. No entanto, “morrem duas crianças, como Isabella [...] assassinadas por dia no país. E mais milhares de jovens, principalmente pobres, principalmente pretos, nos guetos de nossas metrópoles. Mas por eles e por elas, só choram seus parentes e amigos. Ninguém mais liga a mínima”. [2]

Hoje mesmo, enquanto assistia o noticiário do telejornal da tarde, almoçando tardiamente como sempre, vi a notícia sendo dada – no estilo “vapt vupt” – do assassinato bárbaro de um menino lindo, de apenas quatro aninhos de idade em Bragança, Pará.

Ele desapareceu da casa dos avós no Sábado (19) e o seu corpo foi encontrado na segunda-feira (21) em um lago da região, apresentando sinais de abuso sexual. Imediatamente, foi preso um suspeito de ter cometido o crime que, por sinal, conhecia o garoto e era “amigo” da família.



Os Bárbaros Atacam


Sendo que, como vimos, não se trata de algo incomum e de caráter inédito aquilo que, infelizmente, aconteceu com a menina Isabella, a pergunta é: O que fez, então, com que este trágico incidente ganhasse contornos nacionais?

As revistas, jornais, o rádio e a TV mal falam de outros assuntos; gente estranha se comove ou se enraivece a ponto de ir à sua missa de sétimo dia ou esperar, horas, diante dos prédios dos familiares do pai e da madrasta da vítima (suspeitos de terem cometido o crime) para os hostilizarem.

Tanto quanto a brutalidade insana e injustificável perpetrada contra uma criança dócil e indefesa, o que nos causa repulsa e horror é a atitude troglodita de centenas de pessoas que – no melhor estilo dos hunos, hérulos, ostrogodos e outras tribos bárbaras do passado – querem a todo custo promover a execução dos possíveis criminosos.

Nesse momento, enquanto escrevo, eu me lembro de uma senhora – aparentemente pacata – que faltou ao serviço e fez algumas pequenas viagens dos bairros da periferia de São Paulo, capital, até o “epicentro” da crise.

Diante da TV, aquela mulher simples transformou-se numa leoa indomável e, com todas as letras, disse que queria “esganar o Alexandre Nardoni e, depois, pisar em cima do seu cadáver”.


Tentando Achar Respostas


Nas palavras de Nelson Ascher, colunista da Folha de S. Paulo, a pergunta, noutras palavras, passa a ser a seguinte: “Qual seria a razão para que a maioria, embora disposta a aceitar resignada tantas mortes por doenças ou acidentes mortais como obra do destino, revolte-se diante de uma única, desde que perpetrada por mãos humanas?” [3]

Abrindo um parêntesis, peço a compreensão dos leitores porque, neste caso, mais do que elaborar um texto, procuro aqui, neste espaço, montar um quebra-cabeças com a opinião de psicólogos, psicanalistas, criminalistas e jornalistas para tentar obter ao menos algumas respostas plausíveis para aquilo que o Brasil está vivenciando nestes últimos dias.

“Crianças continuam, é claro, morrendo diariamente ao redor do Planeta, seja de doenças para as quais não faltam prevenção e cura, seja devido à subnutrição ou por causa de acidentes. Mortes assim quase nunca desencadeiam tamanha comoção, algo que não advém, portanto, apenas da extrema precocidade do fim”, lembra-nos Nelson Ascher. [4]

O próprio Ascher, tentando achar respostas concretas, faz suas colocações: “Dois elementos ajudam a entender essa explosão emocional. O primeiro é a proximidade. Por mais que os espíritos humanitários a julguem indigesta, a verdade é que uma morte na China nos dói menos que uma no Brasil, esta nos toca menos que uma no Estado, na cidade de São Paulo, no nosso bairro, condomínio e assim por diante, até chegar, mais pungente, ao interior de nossa família.

“O mesmo se aplica a grupos étnicos, religiosos, profissionais e a classes sociais. É provável que quem professe o amor fraterno universal lide com seus irmãos como se fossem cifras. O segundo elemento é a intencionalidade que, se provada, configuraria o caráter criminoso da morte. [...] Caso se confirmem as suspeitas, estaremos perante um crime que, para a média das pessoas, é dos mais repelentes que existem, a saber, o assassinato de uma criança indefesa pelos adultos aos quais cabia zelar por seu bem-estar”. [5]

Antes de continuar, é bom lembrar que Nelson Ascher estava escrevendo no dia 7 de abril, portanto há cerca de 11 dias antes do indiciamento do pai e madrasta de Isabella – logo no início das investigações.

Quase por essa época, precisamente no dia 10, a psicóloga Rosely Sayão escreveu sobre “Tragédias na mídia” expondo, na sua ótica, os motivos por que este crime mexeu tanto com a opinião pública brasileira, causando tanta comoção.

Rosely parte da questão dos efeitos do noticiário – de forma geral – sobre as crianças. “Uma criança, de oito anos, perguntou à mãe se o pai poderia matá-la quando ficasse muito bravo”. [6]

E esse não é um caso isolado; pai de dois garotos, o empresário Maurício de Almeida, 36, conta a resposta que o filho mais velho, de sete anos, deu depois de receber uma repreensão: “Você, não vai me atirar pela janela, né?” [7]

Para Rosely, a grande comoção se deve, em grande parte, a um certo rompimento na questão dos valores e segurança dos vínculos familiares: “As crianças estão angustiadas com tais notícias porque identificam nelas que os adultos próximos, ao invés de protetores, podem ser ameaçadores. Justamente aqueles em quem elas depositam a maior confiança se revelam, nas notícias, suspeitos de agir de modo contrário”. [8]

O psicanalista Contardo Calligaris afirma que “a tragédia nos lembra afetos dolorosos que regram nossa maneira ‘moderna’ de casar”. Segundo ele, “O casamento ‘moderno’ é um nó de afetos reprimidos, uma convivência explosiva que aposta no amor do casal como se fosse remédio para todos os males. [...] É uma situação trivial: a pensão mensal, as visitas, o padrasto ou a madrasta, os meio-irmãos, etc. Mas a banalidade dessa situação não deveria disfarçar o emaranhado de afetos dolorosos que ela produz – afetos que muitos vivem e que todos preferimos esquecer”. [9]


E o Irmão de Mayutá?


Mayutá é um indiozinho de quase dois anos de idade – bonitinho e com cara de esperto e inteligente. Segundo uma bela reportagem da jornalista Ana Paula Boni, ele deveria estar morto e enterrado, por conta da tradição de sua etnia Kamaiurá. [10]

Na lei de sua tribo, gêmeos devem ser mortos ao nascer porque são sinônimo de maldição. Paltu Kamaiurá, 37, enviou seu pai, pajé, às pressas para a casa da família de sua mulher, Yakuiap, ao saber que ela havia dado à luz a gêmeos. Tarde demais: Um deles já tinha sido morto pela família da mãe.

Segundo Boni, em cerca de 20 das mais de 200 etnias do país esse costume leva à morte de gêmeos, filhos de mães solteiras e crianças que nascem com qualquer tipo de deficiência. Nem se tem idéia do número de crianças mortas – infanticídio – anualmente devido à falta de controle governamental.

Quem contabiliza os óbitos e os passa para a sede da Funasa são os 34 Dseis (Distritos Sanitários Especiais Indígenas) espalhados pelo país para atender aos cerca de 460 mil índios (fiz os cálculos, dá praticamente 13.530 índios para serem tutelados, cuidados e atendidos em suas necessidades básicas, para cada um destes pequenos centro de atendimento).

Além disso, há uma discussão em curso que – caso o mundo chegasse a tanto – promete atravessar o milênio incólume e insolúvel: Deve-se respeitar o infanticídio como parte da cultura indígena ou o direito à vida, previsto no artigo quinto da Constituição, está acima de qualquer questão?

Bem, enquanto os intelectuais do PT discutem sobre os “Efeitos Deletérios das Mudanças Ocasionadas Pelo Homem Branco nas Minorias Étnicas, Notadamente as Indígenas”. Enquanto os antropólogos brasileiros ficam presos ao dilema de uma política não-intervencionista.

Enquanto, como disse o General Heleno, os engravatados de Brasília ficam tomando decisões sobre questões situadas a milhares de quilômetros – sem ao menos darem-se ao prazer lúdico ou exotismo de conhecerem a real situação dos índios. Os indiozinhos continuam sendo mortos – insana e cruelmente – em nome da tradição indígena e de uma “santa” ignorância.


“Mãe, ó Nóis na Globo!”


Antes que o leitor impaciente –e por justa causa – resolva me dar um “clique”, vou terminar fazendo um link entre o que vimos aqui e aquela regra básica do Marketing: “Quem não é visto, não é lembrado!”

É simples assim: Por que não choramos pelo irmãozinho de Mayutá? Por que não choramos pelas criancinhas do Iraque que são mortas todos os dias? Por que não choramos pelas crianças que morreram de dengue no Rio de Janeiro, vítimas da inépcia e inércia dos governantes, em pleno século XXI?

Também: Por que não choramos pelos milhões de bebês – lindos e saudáveis – que são assassinados todos os dias e, muitos deles viram matéria prima na indústria de cosméticos (leia a matéria “Uma História Repugnante” no site www.iasdemfoco.net), para satisfazer os padrões exigentes de pessoas frívolas, vazias? Por que não choramos pelos milhões de crianças africanas que estão morrendo – que nem moscas – de fome ou doenças que já foram erradicados nos países desenvolvidos há várias décadas? Por que não choramos pelas crianças que estão todos os dias disputando restos de comida com urubus nos lixões das grandes cidades?

É porque, na maioria das vezes, nós nem tomamos conhecimento da existência destes seres humanos! Responda rápido: Quantos de nós já havíamos ouvido falar desta prática criminosa entre os índios? É... aquilo que está longe dos nossos olhos, com certeza permanecerá longe do nosso coração.

Como todos vocês, eu me comovi com o drama da mãe e dos avós (principalmente os maternos, por razões óbvias) da Isabella. Eu me indignei com a brutalidade e morte cruel daquela linda menina. Eu – posso até estar errado – não vi nenhuma sinceridade naquilo que o pai e a madrasta dela falaram na entrevista de domingo (para mim, foi encenação barata e friamente calculada).

No entanto, examinando tudo sob a ótica jornalística, eu vejo que – considerados todos os fatores do drama – ele só adquiriu toda essa dimensão por causa do espetáculo televisivo. Como lembram os teóricos da Comunicação Social, os noticiários não pretendem se aprofundar na complexidade da realidade, mas aproveitar os fatos capazes de mobilizar o universo emocional do espectador.

Neste contexto, a procura pela audiência na TV é traduzida como uma obsessão pelo espetáculo. É aí que entra aquilo que conhecemos como fenômeno Agenda Setting: Onde a própria TV, através das grandes redes, determina os assuntos que estarão em pauta e a manutenção da discussão em torno deles. Nesse caso, “Aquilo que o espetáculo deixa de falar durante três dias é como se não existisse. Ele fala então de outra coisa, e é isso que, a partir daí, afinal, existe” (Guy Debord).

Nesse circo de horrores e exploração de emoções reprimidas em que se transformou a cobertura do assassinato da menina Isabella, até a polícia deu a sua notável contribuição. Na sexta-feira passada, quando o casal foi mais uma vez interrogado, ela montou cordões de isolamento e até instalou banheiros químicos, para garantir à platéia as melhores condições na hora de assistir ao espetáculo.

“Teve, inacreditável, bolo e parabéns pelo aniversário da menina assassinada - além, claro, do protocolar comércio informal de comes e bebes, obrigatório em aglomerações de todo tipo. O circo armou-se completo, em pleno dia útil da maior cidade da America do Sul”, lembra Aidano Mota. [11]

As notícias em torno da investigação do crime, depoimento de testemunhas, reconstituição (etc.) prometem monopolizar as pautas das grandes redes e a atenção dos telespectadores por mais um bom tempo.

Isso, pelo menos, até que uma nova morte – ou outro evento de grande repercussão e/ou apelo emotivo – os separe; ou, melhor, os una em “novas núpcias”. É a Agenda Setting. Faz parte do show; é o espetáculo televisivo!


Elizeu C. Lira, Coordenador Geral do Site www.iasdemfoco.net





Referências


1. Contardo Calligaris, Folha de S. Paulo, 10 de abril de 2008.
2. Aidano André Mota, O Globo Online, 21 de abril de 2008.
3. Nelson Ascher, Folha de S. Paulo, 7 de abril de 2008.
4. Ibidem.
5. Ibidem.
6. Rosely Sayão, Folha de S. Paulo, 10 de abril de 2008.
7. Cláudia Colluci e Vinicius Queiroz Galvão, Folha de S. Paulo, 13 de abril de 2008.
8. Rosely Sayão, Folha de S. Paulo, 10 de abril de 2008.
9. Contardo Calligaris, Folha de S. Paulo, 10 de abril de 2008.
10. Ana Paula Boni, Folha de S. Paulo, 6 de abril de 2008.
11. Aidano André Mota, O Globo Online, 21 de abril de 2008.

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Terça-feira, 22 de Abril de 2008

Homilética – O Sermão Eficaz



“Senhor, ensina-nos a pregar!” Seria bom que os discípulos tivessem feito esse pedido a Cristo, tal como o fizeram com respeito à oração. Teríamos então todos os benefícios de algumas orientações práticas sobre pregação, recebidas diretamente do Mestre dos pregadores. Ao examinarmos a vida e o ensino de Jesus, descobrimos muitos princípios que podem revolucionar nosso ministério da pregação.

O poder do Espírito
Jesus testemunhou claramente que o Espírito do Senhor O ungiu para pregar (Luc. 4:18). Seria muito afirmar que não deveríamos pregar a Palavra de Deus até que fôssemos primeiramente ungidos por Seu Espírito? Jesus Cristo ordenou que Seus discípulos esperassem em Jerusalém até que recebessem a promessa do Pai (Atos 1:8). Depois da unção celestial no Pentecostes, os seguidores de Cristo saíram para pregar no poder do Espírito Santo.

Um caso exemplar é o de Estêvão, o diácono, descrito como “cheio de fé e do Espírito Santo” (Atos 6:5), e também como “cheio de graça e poder” (v. 8). Quando Estêvão pregava, seus ouvintes “não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito, pelo qual ele falava” (v. 10). Mesmo a comunicação não-verbal de Estêvão foi uma irrefutável testemunha: “Todos os que estavam assentados no Sinédrio, fitando os olhos em Estêvão, viram o seu rosto como se fosse rosto de anjo” (v. 15). Sua vida demonstrou que quando uma pessoa está cheia do Espírito, ela está cheia de poder. E prega com santa ousadia (Atos 4:29-31; 13:6-12).

Entrega e oração
Jesus, o Pregador Mestre, devotou muito tempo à prática da oração. Enquanto Ele Se preparava para pregar nas sinagogas através da Galiléia, levantava-Se cedo pela manhã, dirigia-Se a um lugar solitário e orava (Mat. 1:35-39). Antes de pregar Seu sermão estratégico sobre o pão da vida, o Senhor gastou horas em oração (Mat. 14:23-25). Para Jesus, pregação e oração estavam inextricavelmente conectadas.

Os alunos da pregação de Jesus também compreenderam que aquele que ministra a palavra também deve entregar-se à oração (Atos 6:4). Os intensos períodos de oração pelos seguidores de Jesus, antes do Pentecostes, não eram apenas uma preparação essencial para a pregação poderosa. O apóstolo Paulo afirmou a importância da oração no preparo e entrega do sermão, quando fez um pedido especial por oração intercessória: “... orando... por todos os santos e também por mim; para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra, para, com intrepidez, fazer conhecido o mistério do evangelho” (Efés. 6:18 e 19). Ele compreendeu que, sem oração, não poderia falar com ousadia (v. 20).

A escassez de poderosa pregação bíblica entre nós está diretamente relacionada à escassez de oração poderosa. Com seu ato de negar a Cristo, Pedro ilustra a incômoda verdade segundo a qual nós não teremos um poderoso testemunho sobre Jesus para partilhar com outros, se estivermos dormindo quando deveríamos estar orando. A lição é clara. Ore pela direção de Deus antes de começar a preparar um sermão. Ore enquanto o prepara. Ore enquanto prega. Aprenda, do exemplo de Jesus, que pregar poderosamente é resultado de muita oração, não de corre-corre. Banhe seu sermão em oração e entrega de si mesmo a Deus.

Pregação da palavra
Jesus proclamou a Palavra de Deus, por preceito e exemplo. Ousadamente declarou: “... e a palavra que estais ouvindo não é Minha, mas do Pai, que Me enviou” (João 14:24). E enquanto orava por Seus discípulos, testemunhou ao Pai: “Eu lhes tenho dado a Tua Palavra” (João 17:14). Os estudantes da pregação de Cristo compreenderam a importância de partilhar a Palavra de Deus, ao invés de suas opiniões próprias. Eles “com intrepidez, anunciavam a Palavra de Deus” (Atos 4:31), e “crescia a Palavra de Deus” (Atos 6:7).
As pessoas necessitam ouvir a Palavra de Deus, não nossas opiniões. O que Deus tem a dizer é mais importante do que nós temos a dizer.

Ouvimos muitos sermões, atualmente, que dão apenas um leve aceno à Palavra de Deus. Nos dias de hoje, sermões bíblicos, com ilustrações contemporâneas têm-se transformado em sermões contemporâneos com ilustrações bíblicas ocasionais. O resultado é falta de poder no púlpito e falta de transformação na igreja. Tais sermões podem ser divertidos, interessantes, mas não produzem mudança duradoura.

Comunicação da graça
Quando Jesus pregava, Ele não simplesmente falava a respeito da graça de Deus. Ele realmente comunicava a graça de Deus. Lucas recorda que em resposta à Sua pregação na sinagoga em Nazaré, Seus ouvintes “se maravilhavam das palavras de graça que Lhe saíam dos lábios” (Luc. 4: 22). Essa resposta da audiência é um testemunho não da finura de Sua expressão oral, mas uma resposta à essência de Sua fala. Jesus era “cheio de graça” (João 1:14) e quando Ele pregava, comunicava a graça de Deus.

Uma das mais poderosas palavras de graça do ministério da pregação de Cristo é encontrada no sermão que Ele pregou em uma determinada noite para uma pessoa: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porquanto Deus enviou o Seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele” (João 3:16 e 17).

Os aprendizes da pregação de Jesus compreenderam que foram enviados para comunicar a graça de Deus. Pedro começou Sua mensagem aos peregrinos da dispersão com as palavras “graça e paz vos sejam multiplicadas” (I Ped. 1:2). Paulo começava suas mensagens em numerosas ocasiões com as palavras: “Graça a vós outros e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo” (Efés. 1:2). E nos aconselha: “A vossa palavra seja sempre agradável [com graça]” (Col. 4:6).
Todo sermão deveria comunicar uma clara palavra de graça. É a graça de Deus que conduz esperança. É verdade que todo sermão deveria também conter uma clara palavra de julgamento. Porém, mesmo essa palavra de julgamento deveria ser comunicada com graça em nosso coração.

Auditório atento
Jesus demonstrou uma notável conscientização de Sua audiência. Ele compreendeu que a comunicação efetiva é diálogo, não apenas monólogo. Também abordou questões que estavam na mente de Seus ouvintes (Mat. 24:3; Luc. 10:39). Interagiu com eles através de perguntas (Luc. 10:36). Pelo menos, em uma ocasião, Ele até permitiu a rude interrupção de alguém e direcionou o curso do sermão (Luc. 12:13-21).

Jesus era atento às respostas verbais e não-verbais de Seus ouvintes. Durante Seu sermão em Nazaré, Ele discerniu as mensagens não-verbais dos que estavam presentes. A linguagem corporal que acompanhou o comentário “não é este o filho de José?” sugeria um espírito resistente e falta de fé. Respondendo a esses ouvintes, Jesus disse: “Sem dúvida, citar-Me-eis este provérbio: Médico, cura-te a ti mesmo” (Luc. 4:23). E então mudou o foco de Sua mensagem, da proclamação do ano aceitável do Senhor para a importância da fé.

Os alunos de Jesus aprenderam do seu Mestre a importância de ficar atento às reações da audiência. Os que estavam presentes no dia de Pentecostes dialogaram com Pedro enquanto ele pregava no poder do Espírito Santo. Tendo proclamado ousadamente que “a este Jesus, que vós crucificastes, Deus O fez Senhor e Cristo” (Atos 2:36), Pedro fez uma pausa para ouvir a resposta da audiência. O comentário “que faremos, irmãos?” não marcou o fim do sermão. Ao contrário, foi uma parte essencial deste. Lembre-se de que toda comunicação efetiva envolve diálogo.

Um pregador não pode estar desatento à resposta dos ouvintes. Pedro continuou: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo” (Atos 2:38). E o apóstolo mostrou sensibilidade à resposta dos que o ouviam. O final do sermão aconteceu na água, quando cerca de três mil pessoas foram batizadas. Esse batismo foi uma parte do sermão, uma evidência clara de um diálogo transformador de vidas com Deus.

Afirmação simples e memorável
Um dia após a miraculosa alimentação de cinco mil pessoas, Jesus pregou um poderoso sermão. Ele usou uma simples e memorável afirmação para abordar Sua idéia principal: “Eu sou o pão da vida” (João 6:35). Podemos aprender muitas lições importantes dessa idéia. Primeira, é uma declaração simples, não uma sentença complexa. Segunda, é feita no sentido positivo. Não negativo.

Os pregadores são comissionados não simplesmente a transmitir informações,
mas para chegar à obediência e transformação.


Infelizmente não temos uma fita de vídeo com esse sermão de Cristo; mas os comunicadores concordam que há muitas formas de interpretação oral que podem ser usadas para enfatizar a principal idéia em um sermão. Jesus pode ter mudado Seu estilo quando disse: “Eu sou o pão da vida”. Pode ter acrescentado uma pausa, ou silêncio reflexivo. Isso realça a importância da idéia enquanto dá oportunidade para os ouvintes refletirem sobre ela. Jesus também pode ter usado uma variação de força, ou volume, para enfraquecer a idéia, como fez em outra ocasião (João 7:37).

Uso de repetição
Jesus não apenas arquitetou uma simples e memorável declaração para apresentar uma idéia principal, mas também usou a repetição para acrescentar ênfase. No sermão sobre o pão da vida, Ele repetiu Sua idéia textualmente pelo menos uma vez (João 6:35 e 38). Também a expôs através de paráfrases durante o próprio sermão: “Eu sou o pão que desceu do Céu” (João 6:41), e “Eu sou o pão vivo” (v. 51).

Se a reafirmação e a repetição de um pensamento eram importantes para Jesus, no sentido de fazer compreendida a idéia principal do Seu sermão, isso é mais importante hoje, quando ouvir atentamente está se tornando cada vez mais difícil. Devemos ter certeza de que a declaração simples e memorável de um sermão foi ouvida claramente, e foi absorvida.

Ilustrações práticas
Jesus era um mestre na ilustração de verdades espirituais. Ele freqüentemente usava ilustrações práticas da vida diária para transmitir verdades espirituais. Numa ocasião, quando falava a Seus discípulos, chamou uma criança e a colocou no meio deles. Que maneira brilhante de chamar a atenção! Ali estava uma ilustração viva da verdade que o Mestre queria transmitir. Então disse aos discípulos: “Se não... vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos Céus” (Mat. 18:3).

Jesus desenvolveu uma reputação como pregador que tirava ilustrações práticas da vida diária. Mateus lembra que “todas estas coisas disse Jesus às multidões por parábolas e sem parábolas nada lhes dizia” (Mat. 13:34). Ele falou sobre lançar redes, semear, ovelha perdida, entre outras coisas. Compreendia que as melhores ilustrações são encontradas no mundo onde o orador e os ouvintes estão inseridos. Quando Jesus falou sobre produzir e colher, Seus ouvintes agricultores não precisavam decodificar a mensagem. Eles estavam bem informados com os problemas de incômodo causados por pássaros, rochas, cardos, e raízes superficiais. Se Jesus estivesse dando aulas ou pregando no século 21, certamente encorajaria Seus ouvintes a usar ilustrações práticas de instrumentos da informática.

Podemos usar ilustrações práticas da vida diária, para reforçar e iluminar a idéia principal do sermão. Qualquer outra história, por melhor que seja, é simplesmente barulho irrelevante que pode causar mais prejuízo do que lucro. Não fomos chamados a entreter o povo com histórias apenas interessantes. Fomos chamados a proclamar uma Palavra que transforma vidas. Um pregador sábio aprende do exemplo de Jesus e usa ilustrações práticas, relevantes da vida diária, para ajudar a cumprir essa tarefa sagrada.

Mudança de vida
Jesus falava “como quem tem autoridade” (Mat. 7:29). Pregava no poder do Espírito Santo, partilhando a Palavra de Deus, em lugar de Suas próprias opiniões, mas também chamava a uma mudança radical de vida. Na conclusão de Seu histórico sermão da montanha, Cristo desafiou Seus ouvintes a aplicar em suas próprias vidas as verdades que tinham ouvido. Era um chamado à ação, um chamado à transformação. Disse Ele: “Todo aquele, pois, que ouve estas Minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha” (Mat. 7:24).

Em contrapartida, “todo aquele que ouve estas Minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia” (Mat. 7:26). Os pregadores são comissionados não simplesmente a transmitir informações, mas para chamar à obediência e transformação.

Embora seja verdade que a transformação seja obra de Deus e não nossa, somos chamados para unir-nos a Ele nessa tarefa. Quando a palavra de Deus é fielmente proclamada, um apelo à mudança de vida não é apenas um privilégio mas uma responsabilidade. Pedro não fez apologia quando apelou à conversão, no final de sua mensagem. Chamou o povo ao arrependimento, ao batismo e à salvação (Atos 2:38-40).

Parece que hoje alguns pregadores temem apelar à mudança de vida. Temem parecer arrogantes ou autoritários. Mas a verdade, em sua própria natureza, é autoritária; exclui inevitavelmente tudo o que está errado. Um ouvinte da verdadeira Palavra de Deus precisa dar uma resposta. Não há lugar para manipulação, coerção ou jogo emocional. Entretanto, aprendemos do exemplo de Jesus que, quando a verdade é proclamada, é apropriado apelar para uma mudança de vida. Esse apelo deve ser simples, direto e claro. O resultado será maravilhoso para nós, pregadores, e para os ouvintes.

DEREK J. MORRIS
D.Min, pastor da igreja de Calimesa, Califórnia, e professor adjunto de homilética na Universidade Adventista do Sul, Collegedale, Tennessee, Estados Unidos

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Sábado, 19 de Abril de 2008

É o Espírito Santo Deus?


Introdução

Aqueles que não querem aceitar o Espírito Santo como Deus, dizem que o Espírito Santo é o mesmo Espírito de Deus, ou o Espírito de Jesus ou uma influência, ou um poder ou uma energia ou outra coisa qualquer menos Deus. O objetivo deste estudo é analisar cuidadosamente o texto de S. João 14:16 focalizando com atenção uma palavra grega- ALLÓS. O texto diz: "E Eu rogarei ao Pai e Ele vos dará OUTRO Consolador, afim de que esteja para sempre convosco".Aqui temos três Pessoas distintas, o Pai, Jesus e o OUTRO Consolador. Neste texto não diz quem é o Consolador, embora saibamos que Ele é o Espírito Santo, por outros textos. Nosso estudo será descobrir se o Espírito Santo é da mesma natureza e da mesma essência que o Pai e o Filho ou se Ele é de natureza e essência diferente.


I Parte: Aspectos divinos que distinguem Deus de outros deuses:

  1. Onisciente (Salmo 139:1-4)
  2. Onipotente (Mateus 19:26)
  3. Eterno (Salmo 90:2)
  4. Imutável (Malaquias 3:6)
  5. Bondade (Salmo 145:9)
  6. Amor (I João 4:8)
  7. Onipresente (Salmo 139:7-12)
  8. Criador (Êxodo 20:11)

Aspectos divinos que distinguem Cristo de outros deuses:

  1. Onisciente (Salmo 139:1-4)
  2. Onipotente (Mateus 19:26)
  3. Eterno (Salmo 90:2)
  4. Imutável (Malaquias 3:6)
  5. Bondade (Salmo 145:9)
  6. Amor (I João 4:8)
  7. Onipresente (Salmo 139:7-12)
  8. Criador (Êxodo 20:11)

(1) Trinity, Whidden, Moon e Reeve, pág. 22 e 23 – Review and Herald, publishing Association USA, 2002.


II Parte :Diferenças entre duas palavras gregas.

Em português, temos apenas uma palavra para distinguir um elemento da mesma espécie ou de espécie diferente. Exemplo: Se eu disser: Eu tenho uma caneta, mas preciso de outra. A pessoa que me atende poderá trazer-me outra caneta igual àquela que está em minhas mãos. Porém, se eu quiser uma caneta diferente daquela que tenho em mãos, eu falo por favor me traga outra caneta. Neste caso, preciso acrescentar – Outra caneta diferente. Porque a palavra OUTRO para designar algo igual ou OUTRO para designar algo diferente, em português é a mesma. Entretanto, esta similaridade de palavras, não existe em Grego. Quando você diz: Quero OUTRA caneta, se você quer uma caneta igual, da mesma substância, da mesma qualidade, da mesma espécie então, você usa a palavra ALLÓS. Porém se você quiser uma caneta diferente, de espécie diferente, de substância diferente, desigual, então você usará a palavra HETERÓS. Trinity, Whidden, Moon e Reeve, pág. 122 – Review and Herald, publishing Association USA, 2002.

"Em Grego existem duas palavras para OUTRO: Allós significa outro da mesma espécie, enquanto Heterós, significa outro de espécie diferente" (2) Undertanding the Trinity, Max Hatton, pág. 113 – Autumn House, Alma Park Grantham, England, 2001.

Textos onde a palavra OUTRO – ALLÓS, é usada para indicar elementos da mesma espécie:

  1. "Eu, porém vos digo que não resistais ao mal; mas se qualquer te bater na face direita, oferece também a OUTRA. (Allós) Mateus 5:39 – Outra face, da mesma espécie".
  2. "E Pedro estava da parte de fora, à porta. Saiu então o OUTRO (Allós) discípulo que era conhecido do Sumo Sacerdote, e falou à porteira, levando Pedro para dentro." João 18:16 – João era o outro discípulo, da mesma espécie que Pedro.
  3. "Foram pois os soldados e, na verdade, quebraram as pernas ao primeiro, e ao OUTRO (Allós) que com ele fora crucificado." João 19:32 – Outro ladrão, da mesma espécie." Geofrey W. Bromiley, Theological Dictionary Of The New Testament, pág. 43 e 44, William B. Eerdmans Publishing Company Grand Rápids, 1986.

Vejamos alguns textos onde a palavra OUTRO – HERTERÓS, é usada para indicar elementos de espécie ou de natureza diferente.

1- "Maravilho-me de que tão depressa passásseis dAquele que vos chamou à graça de Cristo para OUTRO (Heterós) evangelho" Gálatas 1:6 – Outro evangelho, de espécie diferente, de natureza diferente.

2- "Porque se alguém for pregar-vos outro Jesus que nós não temos pregado, ou se recebeis OUTRO (Heterós) Espírito que não recebestes, ou OUTRO (Heterós) evangelho, que não abraçastes, com razão sofrereis." II Coríntios 11:4 – Outro evangelho ou outro Espírito, de espécie diferente. (Em Atos 15:1 e 5 está a explicação do conteúdo deste OUTRO evangelho e deste OUTRO Espírito. Eram coisas diferentes daquelas que Paulo tinha ensinado. Era um evangelho misturado com tradições judaicas)

4- "Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o OUTRO (Heterós) ou se dedicará a um e desprezará o OUTRO. (Heterós) Não podeis servir a Deus e a mamom." Mateus 6:24 – Outro senhor, de espécie diferente, de natureza diferente.

5- "Os quais Jason recolheu, e todos estes procedem contra os decretos de César, dizendo que há OUTRO (Heterós) Rei Jesus." Atos 17:7 – Outro rei, Jesus era um rei diferente do rei César. Geofrey W. Bromiley, Theological Dictionary Of The New Testament, pág. 265 e 266, William B. Eerdmans Publishing Company Grand Rápids, 1986.

Como você notou, existe uma grande diferença entre ALLÓS, outro da mesma espécie, ou da mesma natureza e HETERÓS, outro de espécie diferente, ou de natureza diferente.

Aqui nasce a pergunta vital: Em João 14:16 João usou a palavra ALLÓS ou HETRÓS para indicar o OUTRO Consolador que o Pai enviaria? Resposta: João usou a palavra ALLÓS. Agora leia mais uma vez acima os aspectos que distinguem Deus e Jesus de outros deuses. Tendo isso em mente, podemos afirmar: O Pai é Deus, Jesus é Deus e o Espírito Santo é da mesma substância e da mesma espécie, então o Espírito Santo é Deus.